Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Mais seis semanas de inverno


Foi Hoje.
Phil viu uma sombra.
E, como vocês bem sabem, isso significa mais seis semanas de inverno.
Hein? Pois é. Hoje é Groundhog Day. Hoje é o dia da marmota.
Para aqueles que lembram ma non troppo, não custa nada ir no imdb do filme em questão.
Para aqueles que lembram muito bem, quem sabe apreciem um texto que escrevi há milênios aqui mesmo, nesse blog, e acabei falando desse filme.
Segue a declaração oficial da previsão de Phil, cochichada em marmotês no Monte do Comilão:
(Phil's official forecast as read February 2nd, 2009 at sunrise at Gobbler's Knob)

Hear Ye
Hear Ye
On Gobbler's Knob this glorious Groundhog Day, February 2nd, 2009
Punxsutawney Phil, Seer of Seers, Prognosticator of all Prognosticators
Awoke to the call of President Bill Cooper
And greeted his handlers, Ben Hughes and John Griffiths
After casting a joyful eye towards thousands of his faithful followers,
Phil proclaimed that his beloved Pittsburgh Steelers were World Champions one more time
And a bright sky above me
Showed my shadow beside me.
So 6 more weeks of winter it will be.

Domingo, Fevereiro 01, 2009

água


Um dia segui viagem
sem olhar sobre o meu ombro.

Não vi terras de passagem
Não vi glórias nem escombros.

Guardei no fundo da mala
um raminho de alecrim.

Apaguei a luz da sala
que ainda brilhava por mim.

Fechei a porta da rua
a chave joguei no mar.

Andei tanto nesta rua
que já não sei mais voltar.

(José Paulo Paes, Canção do Exílio)

Sexta-feira, Março 14, 2008

epigramas a la bumper sticker - vinte e um

(Moonrise over Hernandez, New Mexico, 1941, por Ansel Adams)

"Fotografar é celebrar o corpo do mundo"
(Susan Sontag, Sobre Fotografia)

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Oscar 2008 - enterro dos ossos

Pai Gustavo Prevê o Futuro
Das oito principais categorias da noite de domingo, dei antecipadamente o nome de cinco vencedores, como vocês podem ver no post abaixo. Além disso, nas outras três categorias, reduzi o número de potenciais ganhadores para dois – no caso de melhor atriz, que mencionei que ficaria entre Julie Christie e Marion Cotillard, e no caso de roteiro adaptado, em que disse que ficaria entre os Coen e Paul Thomas Anderson – ou três – no caso de atriz coadjuvante, em que citei Cate Blanchett, Tilda Swinton e Ruby Dee. Nos três casos, os vencedores estavam dentre os nomes citados.
Acho que vou armar uma tenda e começar a prever a sorte, desfazer amarração, mau-olhado, trazer a pessoa amada de volta em cinco dias úteis – não trabalho fim de semana. Pedidos e cartas poderão ser enviados para o endereço do site.
E, por via das dúvidas, vou jogar na mega-sena amanhã. De repente...

A cerimônia – rapidinhas

Daniel, Tilda, Marion e Javier
É sempre legal ver bons ou, como foi o caso, excelentes atores serem premiados no Oscar. Nem sempre isso ocorre. Nunca se esqueçam de Julia Roberts em 2001, por Erin Brockovich, de Cuba Gooding Jr. em 1997 por Jerry Maguire, ou da Cher em 1988, por Feitiço da Lua (ganhando simplesmente de Glen Close, por Atração Fatal, e Meryl Streep, por Ironweed).

Prestem atenção: Marion Cottilard vai bombar de novo nas telas em... 2009. Pois é, vai demorar um pouco. Ela estará no novo filme de Michael Mann, Public Enemies, ainda em pré-produção. Com Johnny Depp e Christian Bale.

Jon Stewart me perdoe, mas: Socorro!!! Tragam Billy Cristal de volta, urgente!!!! Que cerimônia mais chocha. Falta mais piada infame. Falta mais animação. Falta Billy.

Dentre as mulheres mais lindas da noite, duas grávidas: Cate Blanchett e Jessica Alba. Pelo jeito, é o único jeito de evitar uma epidemia de anorexia em Hoollywood: baby boom.

Se a festa não era a fantasia, por que Daniel Day-Lewis foi de pirata – com um paletó do século XVIII e uma argola de ouro pendurada em cada orelha – e Tilda Swinton de assombração?

Se George Clooney continuar a enrugar e encolher do jeito que está, em pouco tempo vai ficar a cara do Martin Landau. Repara só.

Jon Stewart volta dos bastidores morrendo de rir dizendo que os vencedores da categoria canção original, Glen Hansard e Markéta Irglová, estavam brincando com as estatuetas nos bastidores, fazendo elas se beijarem na boca. De repente Markéta diz, ei, mas os dois são homens. No que Glen responde, não tem problema, estamos em Hollywood. Meia hora depois, quando o Oscar de melhor ator é anunciado, Daniel Day Lewis, antes de subir no palco, dá uma bitoca em... George Clooney. Clooney? Pois é, Glen, Hollywood.

Domingo, Fevereiro 24, 2008

Oscar 2008 - parte quatro

Apostas para hoje à noite
Melhor filme:
Não há muita dúvida. Juno é uma gracinha; Atonement é um drama de primeira; Micheal Clayton um thriller de advogados como há muito não se via. E There Will ber Blood, bom, como já disse, é o melhor filme de 2007. Uma seleção boa, como há muito não se via. Mas o homenzinho dourado, hoje, deverá ir para No Country for Old Men, dos Coen. Por quê? Oscar não é matemática, mas, vejamos. Os votantes da Academia são, em sua maioria, atores. Além deles, também votam diretores, produtores e roteiristas. Pois o filme dos irmãos Coen ganhou simplesmente os principais prêmios dos quatro sindicatos em questão: O Screen Actors Guild, o Directors Guild of America, o Producers Guild of America e o Writers Guild of America.
Acredito que uma surpresa, e a única possível nessa categoria, seria o Oscar de melhor filme ir para There will be Blood. Mas o mais provável é que os irmãos Coen saiam com o principal prêmio debaixo do braço.

Melhor Diretor:
Mais uma vez, os Irmaõs Coen, o monstro cinematográfico de duas cabeças, devem ganhar. Mas a Academia também gosta de pregar pequenas surpresas. Com o Oscar de melhor filme garantido para os Coen, não é de se surpreender que outros diretores aumentem as chances de ganhar. Nesse caso, mais uma vez, o anti-épico There Will be Blood, e seu diretor, Paul Thomas Anderson, são minhas apostas. Além disso, Reitman, diretor de Juno, é muito novo. Gilroy, Michael Clayton, é estreante, e Schnabel, de Le Scaphandre et le Papillon, muito alternativo.
Melhor Ator:
Esse é a única categoria, em toda a noite, em que não haverá nenhuma surpresa. Repito, aposto todos os meus dobrões que não haverá surpresa aqui. Hoje será a noite de Daniel Day-Lewis sair consagrado do Kodak Theater. Será seu segundo Oscar – ganhou seu primeiro por Meu Pé Esquerdo, em 1990. Até George Clooney, um dos candidatos, disse, em recente entrevista para a Time Magazine: “Sou a Hillary Clinton do Oscar. Eu até teria chance de vencer, se Obama não estivesse concorrendo”. Obama, nesse caso, é Daniel Day-Lewis.

Melhor Atriz:
A Academia gosta de render homenagens. Premiar um ator em fim de carreira. Foi assim com Michael Caine, Jessica Tandy, e por aí vai. Esse ano, podem fazer isso de novo, dessa vez com Julie Christie. Afinal, quem não gosta de Julie Christie? Nossa eterna Lara de Doutor Jivago, Julie teve uma carreira de sucesso, principalmente nos anos 60 e 70. Após anos fazendo pequenos papéis, Julie está excelente em um filme nem tanto, Away from Her.
Há uma pedra no caminho de Julie. Essa pedra é francesa. Marion Cotillard é responsável pela melhor performance feminina no ano de 2007. Sua personificação de Edith Piaf em La Mome é sobrenatural. Assustadora. Comovente. Se a premiação da Academia fosse justa, não haveria dúvidas, Cotillard ganharia. Mas não é. Torço por ela, mas temo que Marion perca a estatueta para o coração mole da Academia, que gosta de passar a mão na cabeça dos seus favoritos, como é o caso de Julie.

Melhor Ator Coadjuvante:
Poderíamos adaptar a frase de Clooney aqui. Se Barden não estivesse concorrendo, seria uma categoria equilibrada. Casey Afleck, por exemplo, leva seu filme nas costas, em uma atuação perfeita, conseguindo mesclar melancolia e tensão. Philip Seymour Hoffman é um dos melhores atores de sua geração, e será indicado ainda muitas vezes nos próximos anos. Tom Wilkinson é o ator com quem todo mundo gostaria de contracenar, e George Clooney viu isso. Está fantástico, em um filme mediano – por sinal, os coadjuvantes de Michael Clayton dão um show, Wilkinson e Tilda Swinton. Mas, não, esqueçam: os Oscar irá para o novo queridinho latino da Academia. Javier Barden. Será ele um Banderas que sabe atuar, perguntava-se a Academia. Barden mostrou pra todos que não só sabe: é excepcional.

Melhor Atriz Coadjuvante:
Uma das categorias mais disputada da noite. Todos querem que Cate Blanchett leve seu segundo Oscar. Mas Tilda Swinton está espetacular em Michael Clayton. E, correndo por fora, Ruby Dee tem aumentado suas chances, principalmente depois que faturou o Screen Actors Guild deste ano. Além disso, há sempre o fator idade: Ruby tem 84 anos. Será ela a Jessica Tandy da vez? Bom, hoje a noite torço por Cate.

Melhor Roteiro Original:
Mais um Oscar com pouca disputa. Diablo Cody, roteirista de Juno, leva fácil. Será interessante vê-la subir no palco. Por quê? Bom, procurem saber mais sobre essa menina, e vocês entenderão.

Melhor Roteiro Adaptado
Difícil categoria, disputada. Mais uma categoria em que haverá o embate direto entre os irmãos Coen e Paul Thomas Anderson. Tudo dependerá de quão Coen será a noite.

Façam agora vocês suas apostas. E boa diversão hoje à noite.

Sábado, Fevereiro 23, 2008

Oscar 2008 - parte três

Os vencedores desde já

Antes que os envelopes sejam abertos e discursos chorosos comecem a ser desfiados. Antes que Jon Stewart faça as prováveis piadas sobre a greve dos roteiristas e as primárias americanas. Antes que o show comece, já podemos contabilizar alguns vencedores. Vejam:
Irmãos Coen

Essa entidade de duas cabeças e muitos filmes no currículo finalmente pode ser considerada, hoje, o grande nome do cinema mundial, junto com Almodovar. Joel e Ethan colecionam prêmios e filmes excelentes em uma carreira de quase vinte e cinco anos. Já ganharam Sundance - com seu primeiro filme, Blood Simple -, já ganharam Cannes, algumas vezes por sinal. Já ganharam Oscar de melhor roteiro original, por Fargo. Falta agora o grande prêmio, seja ele o de direção ou de filme - o que deverá acontecer amanhã. Aposto no de direção. De qualquer forma, é o segundo filme deles com uma imensidade de indicações, oito, ultrapassando o último grande sucesso deles, Fargo, que recebeu sete e levou duas - roteiro adaptado e atriz. Enfim, Joel e Ethan são, hoje, os novos irmãos Lumiere, os irmãos Cinema.

Paul Thomas Anderson
Já havia feito dois ótimos filmes, Boogie Nights e Magnólia, uma ótima comédia, Punch Drunk Love. Agora, com apenas 37 anos, mostrou para todos que já é gente grande. Que quer mais. There will be blood é o melhor filme do ano de 2007, sem dúvida. Não deve ganhar melhor direção porque os Coen devem levá-la pra casa. Mas provavelmente levará melhor filme - nesse caso, levar mesmo, porque participou da produção do filme. E ainda corre o sério risco de levar roteiro adaptado - também escreveu o roteiro do filme. O garoto é bom.

Tony Gilroy
Já era respeitado em Hollywood como roteirista. Escreveu a trilogia Bourne, o roteiro de the Devil's Advocate - bom filme com Pacino e Keanu Reeves. No primeiro filme que dirige, Michael Clayton, recebe indicação a melhor diretor. Michael Clayton está indicado em sete categorias. The Bourne Ultimatum, em que foi roteirista, outras três. Nada mal, participar de dois filmes que, juntos, somam dez indicações.

Cate Blanchett
Nos últimos quatro anos, um Oscar na prateleira e outras três indicações. Oscar de atriz coadjuvante em 2005, por the Aviator. Indicação em 2007, por Notes on a Scandal. E duas, sim, duas indicações esse ano: melhor atriz por Elizabeth, the Golden Age, e melhor atriz coadjuvante por I'm not there. Não deverá ganhar melhor atriz, mas tem chances reais de levar pra casa um segundo Oscar de atriz coadjuvante - se Tilda Swinton deixar. Cate já merece uma estrela na calçada da fama.

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Oscar 2008 - parte dois

Barrados no Baile, ou, Esqueceram de Mim

Antes de falar dos indicados, vale a pena falar dos que não foram convidados pra festa. Dos esquecidos. Dos injustiçados.
Todo ano é a mesma coisa, como todo prêmio, há opiniões divergentes, discussões, indignações sobre quem venceu, quem deveria ter vencido. Mas nem sempre se fala dos que nem chegaram nos play-offs, nas finais. Esses, coitados, são sumariamente esquecidos.
Alguns filmes e atores que conquistaram crítica e público (às vezes um ou outro) não foram lembrados para o Oscar. Vejamos.

Zodicac
Não esperava uma dezena de indicações, mas, céus, quando esse filme saiu nos EUA, os críticos chegaram a ser chatos por tão unânimes. Todos o aprovaram. Não seria surpresa nenhuma ver seu nome lembrado em roteiro adaptado ou ator coadjuvante (no caso, robert Downey Jr.). Pois é, nada disso. Direto para o esquecimento.

Goya's Ghosts
Milos Forman estava há anos fora de circulação. Volta com um bom filme, diria muito bom. A Academia gosta dele, gosta dos seus filmes. Mas dessa vez o ignoraram solenemente. Nada. Nem para diretor, nem para as categorias menores, figurino, fotografia, algo assim. Naaa. Direto para o oblívio.

Hairspray
Uma das melhores comédias do ano passado. Indicado a três Globos de Ouro. Zero no Oscar.

Os Simpsons
A Academia não gosta de filmes politicamente incorretos. Bart bêbado, policias gays, acho que foi demais. Preferiram indicar o bobinho Surf's Up (Tá dando onda) para melhor longa de animação.

Charlie Wilson's War
Outro filme muito bem cotado pela crítica. E... esquecido. Ok, quase esquecido. Phillip Seymour Hoffman foi indicado a ator coadjuvante. Mas Hoffman está num ponto de sua carreira que, se fizer uma ponta num filme dos irmãos Farrelly (Quanto mais idiota melhor, Quem quer ficar com Mary), é indicado ao Oscar e, bobear, ganha. O rapaz está impossível.

Meninas que não foram convidadas para o baile:
Meryl Streep, por Lambs for Lions. Meryl Streep deveria ser indicada por qualquer coisa, até anúncio de margarina. E olha que eu não gosto dela.
Keira Knightley, por Atonement. Sua atuação não é excelente, mas, ei, Julia Roberts já ganhou um Oscar e foi indicada outras duas vezes.
Helena Bonhan Carter, por Sweeney Todd. Já merece um Oscar há tempos. Está sempre bem, qualquer que seja o filme. Mas esqueceram dela. De novo.
Keri Russel , por Waitress. A eterna Felicity do seriado de mesmo nome conseguiu vencer a má vontade da crítica e ganhou o respeito de todos com esse filme. Menos da Academia.
Amy Adams , por Enchanted. Eu sei, eu sei. Filme da Disney. Comédia. Mas muita gente esperava que ela conseguisse ao menos uma indicação. Ou por Charlie Wilson's War, em que tem um papel menor. Não. Nenhum dos dois.

There will be blood
Não, não me enganei. O filme foi indicado em oito categorias. Sim, mas esqueceram uma. Trilha sonora, feita por Jonny Greenwood, do Radiohead. É maravilhosamente incômoda, desagradável. Consegue nos inserir perfeitamente no mundo distorcido e imoral de Daniel Plainview. Pelo jeito, a Acamedia não gostou.
Se lembrarem de mais esquecidos, comentem.

Oscar 2008 - parte um



Muita gente não tem idéia do que sejam os Academy Awards. Já aquela cerimônia que tomou emprestado o nome do troféu, um homenzinho dourado e careca, todos conhecem: Oscar. Pois é, o apelido pegou.

Na minha casa, não se perde Oscar. Pode-se perder eleições, primárias americanas, apuração das escolas do grupo especial, Páscoa, Ramadã ou especial de fim de ano do Roberto Carlos. Com Oscar não se brinca. Nem se negocia.

Assisti à premiação pela primeira vez em 1986, quando Out of Africa (Entre Dois Amores) foi o grande vencedor (Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, e mais uns outros quatro de lambuja). Curiosamente, ganhamos um Oscar naquela noite. Sim, William Hurt ganhou melhor ator com O Beijo da Mulher Aranha. E ninguém vai me convencer que esse filme não é brasileiro: Babenco é o argentino mais brasileiro do mundo do cinema, e o filme tem a Sonia Braga. Repito, Sonia Braga. Não preciso de mais nenhum argumento: ganhamos um Oscar em 1986.

Desde então, venho acompanhando a cerimônia religiosamente. Lembro de quando o dramático "and the winner is" foi substituído pelo politicamente correto "and the Oscar goes to". Foi em 1989. Ano em que o papa-Oscar foi Rain Man, não por acaso um filme bem politicamente correto.

Sou da geração Billy Cristal. Sinto saudades dele. Billy apresentou o Oscar de 1990 a 1993, sem largar o osso, e depois em 1997, 1998, 2000 e 2004. Pra quem não lembra, ou nunca assistiu, Billy começava sempre a cerimônia cantando uma música, um pout pourri de melodias e letras bem humoradas e às vezes escrachadamente engraçadas que remetiam aos candidatos a melhor filme do ano. Não esqueço o ano em que um dos candidatos era The Crying Game (Traídos pelo Desejo), e Billy, a cada trinta segundos, se referia ao filme segurando as partes - quem já viu o filme, entendeu a piada, quem não viu, veja, é excelente, um drama de primeira. Pra mim, mestre de cerimônias do Oscar é o Billy Cristal, assim como o papa é e sempre será o Jõao Paulo II.

Esse ano, octagésima cerimônia, uma seleção surpreendentemente boa. Nenhum filme genial, que ficará para a história do cinema, mas muita coisa boa. Segue abaixo as indicações para as principais categorias. No próximo post eu falo sobre cada um dos indicados.


MELHOR FILME:

Atonement
Juno
Michael Clayton
No Country for Old Men
There Will Be Blood

MELHOR DIREÇÃO:

Paul Thomas Anderson, por There Will Be Blood
Ethan Coen, Joel Coen, por No Country for Old Men
Tony Gilroy, por for Michael Clayton
Jason Reitman, por Juno
Julian Schnabel, por Le Scaphandre et le papillon

MELHOR ATRIZ:

Cate Blanchett, por Elizabeth: The Golden Age
Julie Christie, por Away from Her
Marion Cotillard, por Môme, La
Laura Linney, por The Savages
Ellen Page, por Juno

MELHOR ATOR:

George Clooney, por Michael Clayton
Daniel Day-Lewis, por There Will Be Blood
Johnny Depp, por Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
Tommy Lee Jones, por In the Valley of Elah
Viggo Mortensen, por Eastern Promises

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

Cate Blanchett, por I'm Not There
Ruby Dee, por American Gangster
Saoirse Ronan, por Atonement
Amy Ryan, por Gone Baby Gone
Tilda Swinton, por Michael Clayton

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

Casey Affleck, por The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
Javier Bardem, por No Country for Old Men
Philip Seymour Hoffman, por Charlie Wilson's War
Hal Holbrook, por Into the Wild
Tom Wilkinson, por Michael Clayton

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:

Juno: Diablo Cody
Lars and the Real Girl: Nancy Oliver
Michael Clayton: Tony Gilroy
Ratatouille: Brad Bird, Jan Pinkava, Jim Capobianco
The Savages: Tamara Jenkins

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:

Atonement: Christopher Hampton
Away from Her: Sarah Polley
Le Scaphandre et le papillon: Ronald Harwood
No Country for Old Men: Joel Coen, Ethan Coen
There Will Be Blood: Paul Thomas Anderson

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